Entre folhas ... Só imaginar-te ...


Só imaginar-te

Para amar-te…
Não há idiomas impossíveis.
Aturdido,
por um tempo que não parece meu,
abandono-me,
neste lugar onde o silêncio chora,
em silêncio,
na alcova,
no lugar sagrado,
onde os pensamentos voam,
ao compasso de um cometa invisível,
dançam os meus sonhos,
dançam os meus lábios
ao pensar nos teus beijos,
alegra-me a alma
saber que estás nua e comprazida,
enquanto os vocábulos
do teu nome perdem-se,
entre gemidos de uma noite com um fim inesperado.

Não há melhor lugar
para te amar e adentrar-me,
no mundo,
dos teus sentimentos mais ocultos,
onde  se perdem os teus olhos,
os vermelhos assomam,
sem o carmim,
dos teus lábios inchados,
de beijados tantas vezes.

Para amar-te…
Não são necessários os corpos.

Só imaginar-te.

Beijos
J.

Entre folhas ... Névoa de sonho ...



A névoa tem segredos duvidosos
tira a minha voz e me deixa nu,
o deserto é um refúgio de paz
onde o silêncio corrompe as almas,
e os beijos que eu te dou,
não os sinto.
 
A lei daquele que grita mais prevalece,
nuas e pequenas,
rachas
elas ficam mais profundas, as feridas
mais ásperas
e um desejo infinito de as curar;
Felizmente,
elas nem sempre retornam
mas, muito mais importante,
o numero dois,
somos duas almas feridas
dois seres apaixonados,
entre tantas pessoas que não ouvimos
o pulso frenético da ternura,
que temos.

Sem poder provar isso,
ninguém poderia ter-te amado,
como eu te amei.

Devoram o meu corpo enfraquecido
sim, a minha presença ingrata
eu engulo as tuas palavras,
a minha duvidosa cegueira é sábia
tanto,
como os meus erros.

Beijos
J.