Entre folhas ... You call love ...



You can call me beloved,

If she only loved me
A few moments.
Can I call you love?
Without even loving her ...

She loved me so intensely
I still remember the sweats
Of my forehead, impotence
Of my body before his,
The burning of your breasts at night
The touch of his lips,
The color of its haloes,
The candor of her nipples,
The continuous talking,
The peace of restless hours,
Sleep in your lap,
The whips of my limb,
The accumulated blood,
The excitement of the senses.

Hours that seemed years,
Have never passed,
So messed up in my mind,
Moments so intense and fleeting.
In the heat of my nights,
I dwell in his days.
Without knowing.

I must call you beloved,
I still love her.

In the empty night ...

Beijos
J.

Entre folhas ... Tropeço... ...



Eu invento tudo,
às vezes olho
para dentro,
voltar no tempo
dos meus eternos desejos.

Eu que olho
a lua de cabeça para baixo,
vivo a vida a tropeçar,
caio,
e novamente caio.
Não há melhor contratempo
quando não vens,
porque gosto de ficar assim,
ao sabor do vento.
E a vida continua
aos tombos,
levanta e cai,
e sempre tropeçando,
à espera de ti…


E tropeço...

Beijos
J.

Entre folhas ... Como dizer-te ...



Quero que me mordas,
lambas os meus lábios,
deixa-me as marcas das unhas nas costas,
que ressentem as minhas vértebras.

Povoa o meu travesseiro
o aroma do teu peito,
montamos as estrelas juntos à noite,
as tempestades unem-se
num único batimento cardíaco,
o mesmo raio perfura o coração
a mesma seda passa pelas bordas.

Como dizer-te que fechas a minha alma,
enrolas-te na silhueta
da minha sombra,
como dizer-te mulher,
que eu amo-te sem que ninguém saiba.

Que as minhas luas
e as minhas mãos estão
procurando-te,
espalham-se entre as pernas,
o teu nome,
nas minhas essências.

Como dizer,
todas estas palavras secretas
na cavidade do céu da tua boca ...

Sem tu perceberes.


Beijos
J.