Lamentamos que podemos
Esquecer primeiro o sonho,
Sem nos ter acordado
Nem ter vivido o momento.
Lamentamos recordar
E viver das lembranças
Esquecemos o presente,
Confundimos os nossos sonhos.
Entre lamento e lamento
A vida vai-se atrevendo
A deixar entre lembranças,
O que temos vivido.
Amo o teu silêncio
A sua eterna existência
Latentes,
Os meus sentidos,
Preferem amar.
Beijos
J.
Entre folhas ... Se bem desse tempo ...
Se bem desse tempo
Interminável,
Onde escrever
Um poema,
Um conto,
O deleite de o ler,
O respirar
É mais que um belo sonho.
Abrir a alma,
Retirar o que se esconde
E o expor.
Vivo recordando...
Beijos
J.
Interminável,
Onde escrever
Um poema,
Um conto,
O deleite de o ler,
O respirar
É mais que um belo sonho.
Abrir a alma,
Retirar o que se esconde
E o expor.
Vivo recordando...
Beijos
J.
Entre folhas ... Invasões ...
Há algo que me invade
Isto que se aproxima
Isto que me incita,
E invalida a minha noite.
Isto que sou matéria,
Sangue e água
Estas noites que são aberturas,
Rituais,
Movem-se os dedos
Ao invés das palavras.
E as palavras fluem
Em presente,
E digo presente
Para não saber de ninguém
Que não sejas tu.
Nem tu,
Nem penses que te pertenço…
Beijos
J.
Isto que se aproxima
Isto que me incita,
E invalida a minha noite.
Isto que sou matéria,
Sangue e água
Estas noites que são aberturas,
Rituais,
Movem-se os dedos
Ao invés das palavras.
E as palavras fluem
Em presente,
E digo presente
Para não saber de ninguém
Que não sejas tu.
Nem tu,
Nem penses que te pertenço…
Beijos
J.
Entre folhas ... Percorro as ruas ...
Tenho percorrido as ruas,
Quisesse a minha sombra
Com o teu passo alongar-se,
As minhas mãos pedem
A gritos,
Agarrar-te,
Tenho corrido as ruas
Buscando-te.
Buscando-te
Calcando a terra descalço,
Procurando
As tuas impressões
Pensando-te
Calcando as pedras
Que tu calcaste,
O mesmo caminho,
Em vidas diferentes…
Tenho percorrido as ruas,
Amando-te.
Beijos
J.
Quisesse a minha sombra
Com o teu passo alongar-se,
As minhas mãos pedem
A gritos,
Agarrar-te,
Tenho corrido as ruas
Buscando-te.
Buscando-te
Calcando a terra descalço,
Procurando
As tuas impressões
Pensando-te
Calcando as pedras
Que tu calcaste,
O mesmo caminho,
Em vidas diferentes…
Tenho percorrido as ruas,
Amando-te.
Beijos
J.
Entre folhas ... O último olhar ...
Gosto de recordar o teu último olhar,
O passo dos teus dias,
Pelas minhas estadias,
A frase escrita que deixaste
Em cima da almofada,
Olho o carmim de um beijo
Sobre aquela fotografia.
Era verão,
E ainda perdura no inverno,
Ainda que digam que as estações
Estão mudadas,
Algum poro da tua pele,
Que neste tempo todo
Tenha-me reclamado,
E não tenho sentido.
Agrada-me pensar
O que foste para mim,
E não penso,
No que não cheguei a ser,
Porque de tanto em tanto,
Uma melancólica nostalgia,
Apodera-se.
Vibra no meu corpo,
Qual violino rasgado pelo vento,
Apanha ar e respira o novo dia
Deixa para amanhã o sentimento
Quando eu não esteja,
Tu serás,
A cálida paisagem,
Que acompanha-me,
Gosto de te recordar,
Só.
De tanto em tanto.
Só o tempo é que sabe a saudade.
Beijos
J.
O passo dos teus dias,
Pelas minhas estadias,
A frase escrita que deixaste
Em cima da almofada,
Olho o carmim de um beijo
Sobre aquela fotografia.
Era verão,
E ainda perdura no inverno,
Ainda que digam que as estações
Estão mudadas,
Algum poro da tua pele,
Que neste tempo todo
Tenha-me reclamado,
E não tenho sentido.
Agrada-me pensar
O que foste para mim,
E não penso,
No que não cheguei a ser,
Porque de tanto em tanto,
Uma melancólica nostalgia,
Apodera-se.
Vibra no meu corpo,
Qual violino rasgado pelo vento,
Apanha ar e respira o novo dia
Deixa para amanhã o sentimento
Quando eu não esteja,
Tu serás,
A cálida paisagem,
Que acompanha-me,
Gosto de te recordar,
Só.
De tanto em tanto.
Só o tempo é que sabe a saudade.
Beijos
J.
Entre folhas ... Enroscado ...
Caminha lento,
Pensando no seu passado
Remendando o presente
Traçando futuros,
Um grito no coração
E tudo volta ao seu estado.
Pode ser noite e dia,
Tormenta e calmia
Tristeza ou alegria
Mas sou a voz,
Da harmonia.
Posso ser também
O sol e a lua
A estrela que me guia
Ou o farol que te afasta,
Só tu conheces o teu caminho,
Para estares comigo,
Ainda que não venhas.
Mas na tua boca
As palavras
Firmes como desejas,
Saliva e sabores,
Reclamam-te.
Beijos
J.
Pensando no seu passado
Remendando o presente
Traçando futuros,
Um grito no coração
E tudo volta ao seu estado.
Pode ser noite e dia,
Tormenta e calmia
Tristeza ou alegria
Mas sou a voz,
Da harmonia.
Posso ser também
O sol e a lua
A estrela que me guia
Ou o farol que te afasta,
Só tu conheces o teu caminho,
Para estares comigo,
Ainda que não venhas.
Mas na tua boca
As palavras
Firmes como desejas,
Saliva e sabores,
Reclamam-te.
Beijos
J.
Entre folhas ... Inalcançável ...
Não sei se vais ler, quiçá,
Tu que estás na minha cabeça
Como um eco surdo do meu pensamento,
Sei que estás nele,
Porque neste escrito
Leva a alma da minha ilusão,
Tu.
A tua inalcançável imagem,
É o céu que cobre o meu pensamento,
E os teus lábios acariciam-me
De cada vez que te recordo.
És o sol que aquece o meu pensamento
És a lua que resfria a minha alma.
És água,
És fogo.
És a luz que não alumia,
O meu caminho,
És o sonho
Que preciso esquecer,
És a estrela com maior fulgor no firmamento,
Mas ao estar tão longe,
Mas tão perto dos meus olhos,
Tenho que te esquecer.
Beijos
J.
Tu que estás na minha cabeça
Como um eco surdo do meu pensamento,
Sei que estás nele,
Porque neste escrito
Leva a alma da minha ilusão,
Tu.
A tua inalcançável imagem,
É o céu que cobre o meu pensamento,
E os teus lábios acariciam-me
De cada vez que te recordo.
És o sol que aquece o meu pensamento
És a lua que resfria a minha alma.
És água,
És fogo.
És a luz que não alumia,
O meu caminho,
És o sonho
Que preciso esquecer,
És a estrela com maior fulgor no firmamento,
Mas ao estar tão longe,
Mas tão perto dos meus olhos,
Tenho que te esquecer.
Beijos
J.
Entre folhas ... Sonhos ...
Ficam para trás,
Talvez,
Os melhores anos,
O abraço da cada manhã,
A saudade incerta.
Somos muitos os paranóicos,
Que vivemos o presente,
Com um,
"Deixa lá…"
Que não é assim,
Tão verdadeiro,
Porque quando recordamos,
Ainda trememos…
Dorme a musa ensonada,
Dorme o que de dia trabalha,
Dorme aquele que não é o teu sonho,
Dorme em teus sonhos o teu dono,
Dorme a vida nos teus sonhos,
E eu durmo entre os teus sonhos,
Quando não te tenho, vivo sonhando...
Beijos
J.
Talvez,
Os melhores anos,
O abraço da cada manhã,
A saudade incerta.
Somos muitos os paranóicos,
Que vivemos o presente,
Com um,
"Deixa lá…"
Que não é assim,
Tão verdadeiro,
Porque quando recordamos,
Ainda trememos…
Dorme a musa ensonada,
Dorme o que de dia trabalha,
Dorme aquele que não é o teu sonho,
Dorme em teus sonhos o teu dono,
Dorme a vida nos teus sonhos,
E eu durmo entre os teus sonhos,
Quando não te tenho, vivo sonhando...
Beijos
J.
Entre folhas ... Seduz-me ...
Seduz-me a tua poesia
Convertida em desejo,
Pele contra pele,
Alma contra alma,
Numa dura batalha.
Entre os beijos e abraços,
Deixo a intenção doce
E as manchas de sémen
Nos teus lençóis azuis,
Com a consciência limpa
De ter-te querido,
Sem sentido.
Toda a noite.
E as que nos esperam...
Beijos
J.
Convertida em desejo,
Pele contra pele,
Alma contra alma,
Numa dura batalha.
Entre os beijos e abraços,
Deixo a intenção doce
E as manchas de sémen
Nos teus lençóis azuis,
Com a consciência limpa
De ter-te querido,
Sem sentido.
Toda a noite.
E as que nos esperam...
Beijos
J.
Entre folhas ... Interpreto ...
Interpreto
Sons saídos pelo nariz,
Soltando bafos pela sua boca,
Recolhendo o próprio veneno,
De pernas abertas…
Rodeada de enganos,
Luzindo os seus melhores vestidos,
Calçando pensamentos
Que não eram seus…
Sabendo-se quente,
Às vezes mundana
Outras fria,
Passavam assim os seus dias.
Saindo pelo nariz,
Todas as mentiras.
Beijos
J.
Sons saídos pelo nariz,
Soltando bafos pela sua boca,
Recolhendo o próprio veneno,
De pernas abertas…
Rodeada de enganos,
Luzindo os seus melhores vestidos,
Calçando pensamentos
Que não eram seus…
Sabendo-se quente,
Às vezes mundana
Outras fria,
Passavam assim os seus dias.
Saindo pelo nariz,
Todas as mentiras.
Beijos
J.
Entre folhas ... Ausente a lembrança ...
Se não morro de amor
Morro a cada dia
Querendo-a…
Vivo o ausente
Sonhando que não morro
Vivendo como morto…
Se não morro de amor,
Pressinto que não
A vou voltar a ver,
Pelo menos a minha sombra
Está com ela…
Se não morro de amor,
Ausente a lembrança,
Palpita-me a pele
De tanta a recordar,
E vivo sem os seus sonhos,
Porque ela assim o quer
E eu o aceitei,
Sem contemplações.
Beijos
J.
Morro a cada dia
Querendo-a…
Vivo o ausente
Sonhando que não morro
Vivendo como morto…
Se não morro de amor,
Pressinto que não
A vou voltar a ver,
Pelo menos a minha sombra
Está com ela…
Se não morro de amor,
Ausente a lembrança,
Palpita-me a pele
De tanta a recordar,
E vivo sem os seus sonhos,
Porque ela assim o quer
E eu o aceitei,
Sem contemplações.
Beijos
J.
Entre folhas ... Sonetos ...
Podia desenhar-te
Sonetos
Em todas as partes
Do teu corpo,
Podia ser um vulcão
Em fogo,
Lava incandescente
Que te queimasse,
Coluna erecta
Que penetrasse,
Até ao fundo
Do teu templo
Mais sagrado,
E fazer-te pagã,
Das minhas noites
Consagradas.
E ainda esperas...
Beijos
J.
Sonetos
Em todas as partes
Do teu corpo,
Podia ser um vulcão
Em fogo,
Lava incandescente
Que te queimasse,
Coluna erecta
Que penetrasse,
Até ao fundo
Do teu templo
Mais sagrado,
E fazer-te pagã,
Das minhas noites
Consagradas.
E ainda esperas...
Beijos
J.
Entre folhas ... Tormento ...
Inóspito tormento
Entumecido,
Anos sombrios,
Ausentes,
Carícias desaparecidas,
Nestes dias sinuosos,
Caminho,
Lamento e morte lenta,
Desenho-te,
Na sombra,
Que só em mim habita.
Para além,
Sem mim,
Dos prazeres insanos
Contigo,
Sentindo de algum modo
A ignorância,
De te ter conhecido
Fulmino-me lentamente,
E abandono
As lembranças,
Metendo a alma,
Num batido silencioso,
Do meu coração,
Para que nem eu mesmo,
O ouça.
Diz-me onde e que estás,
Porque afinal
Já te foste,
Para sempre
E possa rir-me,
Em altas gargalhadas
De mim mesmo.
Beijos
J.
Entumecido,
Anos sombrios,
Ausentes,
Carícias desaparecidas,
Nestes dias sinuosos,
Caminho,
Lamento e morte lenta,
Desenho-te,
Na sombra,
Que só em mim habita.
Para além,
Sem mim,
Dos prazeres insanos
Contigo,
Sentindo de algum modo
A ignorância,
De te ter conhecido
Fulmino-me lentamente,
E abandono
As lembranças,
Metendo a alma,
Num batido silencioso,
Do meu coração,
Para que nem eu mesmo,
O ouça.
Diz-me onde e que estás,
Porque afinal
Já te foste,
Para sempre
E possa rir-me,
Em altas gargalhadas
De mim mesmo.
Beijos
J.
Entre folhas ... Costumes ...
Acostumar-me
À absurda impotência,
De saber que não és minha,
Às horas de impaciência baldias,
A tua forma de querer,
Que não é a melhor.
Acostumar-me
A encostar-me sobre os teus seios nus,
A tocar a tua pele,
Olhar as tuas costas arqueadas,
A guardar silêncio,
Quando tu te calas,
A tua forma de dizer,
O que eu não quero ouvir.
Acostumar-me
A pressagiar como serão as tuas noites,
E as minhas quando estás ausente
No desgarrar dos meus sentimentos,
Quando não te tenho por perto,
Tenho de me acostumar.
Acostumar-me
Distante do mundo,
Respirar serenidade,
Quando não te tenho,
A gritos afogados
Esconder-me na minha alma,
A dizer palavras,
A imaginar os teus lábios,
Sublimes,
A minha saliva entre a tua púbis,
Nos teus mamilos, também,
Acostumar-me em definitivo.
Acostumar-me.
Aflição, esta do domínio alheio
Respeitando as consequências,
E tu passaste por isso...
Sem o conseguires…
Beijos
J.
À absurda impotência,
De saber que não és minha,
Às horas de impaciência baldias,
A tua forma de querer,
Que não é a melhor.
Acostumar-me
A encostar-me sobre os teus seios nus,
A tocar a tua pele,
Olhar as tuas costas arqueadas,
A guardar silêncio,
Quando tu te calas,
A tua forma de dizer,
O que eu não quero ouvir.
Acostumar-me
A pressagiar como serão as tuas noites,
E as minhas quando estás ausente
No desgarrar dos meus sentimentos,
Quando não te tenho por perto,
Tenho de me acostumar.
Acostumar-me
Distante do mundo,
Respirar serenidade,
Quando não te tenho,
A gritos afogados
Esconder-me na minha alma,
A dizer palavras,
A imaginar os teus lábios,
Sublimes,
A minha saliva entre a tua púbis,
Nos teus mamilos, também,
Acostumar-me em definitivo.
Acostumar-me.
Aflição, esta do domínio alheio
Respeitando as consequências,
E tu passaste por isso...
Sem o conseguires…
Beijos
J.
Entre folhas ... Princesa da noite ...
Agrada-me olhar a lua,
Em quarto crescente,
Respiro o ambiente
E a poesia,
Cola-se pelos meus poros,
Por mim dentro.
As tuas poesias da meia-noite
Alimentam a minha alma
Nas noites que posso olhar a lua.
Hoje dispo os meus versos
E os meus beijos são para ti,
Princesa da noite,
Lua de todas as estações
Mentora das minhas emoções,
Turbilhão de paixões,
Amor sem nome.
Sem pressagiar o caminho
Um tempo,
Que se nos vai
Num presente infinito.
Beijos
J.
Em quarto crescente,
Respiro o ambiente
E a poesia,
Cola-se pelos meus poros,
Por mim dentro.
As tuas poesias da meia-noite
Alimentam a minha alma
Nas noites que posso olhar a lua.
Hoje dispo os meus versos
E os meus beijos são para ti,
Princesa da noite,
Lua de todas as estações
Mentora das minhas emoções,
Turbilhão de paixões,
Amor sem nome.
Sem pressagiar o caminho
Um tempo,
Que se nos vai
Num presente infinito.
Beijos
J.
Entre folhas ... Sou água, sou terra ...
Desconfiado infiel
Com mais de uma mulher
Sendo homem
De uma sozinha companheira.
Não preciso de negar
Que quis muitas
Às vezes ao mesmo tempo,
Outras,
Uma a uma…
E com o passar do tempo
Tenho chegado a saber,
Que na realidade
As sigo,
Amando-as a todas.
Depois da palavra amor
Depois de um só querer
Esconde-se uma mulher,
Sozinha,
E vários corações.
Ainda que alguns não o entendam...
Beijos
J.
Com mais de uma mulher
Sendo homem
De uma sozinha companheira.
Não preciso de negar
Que quis muitas
Às vezes ao mesmo tempo,
Outras,
Uma a uma…
E com o passar do tempo
Tenho chegado a saber,
Que na realidade
As sigo,
Amando-as a todas.
Depois da palavra amor
Depois de um só querer
Esconde-se uma mulher,
Sozinha,
E vários corações.
Ainda que alguns não o entendam...
Beijos
J.
Entre folhas ... Permanências ...
Os beijos dos teus lábios,
Sabem-me a pouco,
Tens de os dar a tragos,
Entre grades invisíveis
Rodeada de folhas secas e caducas
Permaneces,
Mornos olhos,
Que ao os ver
Vê-se acomodada na lua
Dos dias que pela tua vida
Passaram felizes,
Os beijos dos teus lábios,
Bebem-se a tragos
Como duende trémulo
No fundo dos meus olhos,
Permaneces
Entre grades invisíveis
Rodeada de antigas primaveras
E solidões secas,
Como quem olha o vazio
Esperando ser enchida de orvalho.
E nunca tenho sido teu,
Por completo.
Beijos
J.
Sabem-me a pouco,
Tens de os dar a tragos,
Entre grades invisíveis
Rodeada de folhas secas e caducas
Permaneces,
Mornos olhos,
Que ao os ver
Vê-se acomodada na lua
Dos dias que pela tua vida
Passaram felizes,
Os beijos dos teus lábios,
Bebem-se a tragos
Como duende trémulo
No fundo dos meus olhos,
Permaneces
Entre grades invisíveis
Rodeada de antigas primaveras
E solidões secas,
Como quem olha o vazio
Esperando ser enchida de orvalho.
E nunca tenho sido teu,
Por completo.
Beijos
J.
Entre folhas ... Envolta em fumaça ...
Envolta em fumaça,
A tua silhueta,
Denotando amor e talvez fastio,
Falando como falas
Com todos os teus sentidos,
Basta-me um olhar
Para compreender que sabes
Ou que soubeste,
Talvez o que imaginas,
Amor de uma noite inquieta
Revolta entre a tua fumaça
E os meus silêncios.
O teu ventre
Não pode receber a semente,
Que tanto desejavas,
Mas o teu corpo
Soube do meu estado
E da minha presença.
Quando mais o necessitava.
Beijos
J.
A tua silhueta,
Denotando amor e talvez fastio,
Falando como falas
Com todos os teus sentidos,
Basta-me um olhar
Para compreender que sabes
Ou que soubeste,
Talvez o que imaginas,
Amor de uma noite inquieta
Revolta entre a tua fumaça
E os meus silêncios.
O teu ventre
Não pode receber a semente,
Que tanto desejavas,
Mas o teu corpo
Soube do meu estado
E da minha presença.
Quando mais o necessitava.
Beijos
J.
Entre folhas ... Encontro ...
Encontrou o homem,
Do outro lado do espelho
Estava no eixo do seu quadril,
O epicentro do suor
De uma noite luminosa,
Os seus montes,
As suas pregas,
As suas curvas,
As suas tentações
E no centro
O amor dos seus amores.
E suas flores.
Beijos
J.
Do outro lado do espelho
Estava no eixo do seu quadril,
O epicentro do suor
De uma noite luminosa,
Os seus montes,
As suas pregas,
As suas curvas,
As suas tentações
E no centro
O amor dos seus amores.
E suas flores.
Beijos
J.
Entre folhas ... Madrugada ...
De madrugada,
Luzes ténues,
Ninguém saberá nunca,
A hora exacta,
Talvez nem tu,
Nem eu,
Nem a lua que observava,
O cheiro a rosas junto à almofada,
Olhares cruzados,
Dizem tudo,
Calados,
Uma intuição,
Um beijo ardente,
Baforada,
Mil pensamentos,
A entrecruzaram-se,
Só foi um segundo,
Preciso e certeiro,
Tudo estava em calma,
Menos os desejos.
Ninguém pode culpar,
Quem foi o primeiro
Em tirar a roupa,
Ficarmos nus,
Olhamo-nos devagar,
Pelo corpo inteiro,
Beijar as nossas peles,
Saciar os desejos.
Abraço-te,
Beijo-te,
Acolho-te no meu corpo,
Tens-me,
Tenho-te, beijo-te, tens-me,
Descubro-te inteira,
Vês os meus segredos.
Abatidos e desarmados,
Quiséramos ver-nos,
Cheios de prazer e ternura,
Descansando,
Sobre as horas
Que os teus lábios pousaram
No meu corpo,
E o teu corpo reclamava um olhar,
Pensando no tempo,
Que nossos corpos
Reclamar-se-ão de novo,
Sem darmos conta
Que esse tempo não existe,
Porque o meu corpo
Reclama-te de novo.
Digo o teu nome.
E digo paz.
E sai-me amor,
E amo
Ainda sabendo
Que haverá um amanhecer melhor.
E tu o sabes...
Envolvido entre os teus lençóis
Ignominia dos nomes
Nação do mundo
Amor sem nome.
Caminhamos pouco tempo
O tempo justo,
Para compreender
Que fica muito por dar.
E todo para receber...
Caminhamos...
Beijos
J.
Luzes ténues,
Ninguém saberá nunca,
A hora exacta,
Talvez nem tu,
Nem eu,
Nem a lua que observava,
O cheiro a rosas junto à almofada,
Olhares cruzados,
Dizem tudo,
Calados,
Uma intuição,
Um beijo ardente,
Baforada,
Mil pensamentos,
A entrecruzaram-se,
Só foi um segundo,
Preciso e certeiro,
Tudo estava em calma,
Menos os desejos.
Ninguém pode culpar,
Quem foi o primeiro
Em tirar a roupa,
Ficarmos nus,
Olhamo-nos devagar,
Pelo corpo inteiro,
Beijar as nossas peles,
Saciar os desejos.
Abraço-te,
Beijo-te,
Acolho-te no meu corpo,
Tens-me,
Tenho-te, beijo-te, tens-me,
Descubro-te inteira,
Vês os meus segredos.
Abatidos e desarmados,
Quiséramos ver-nos,
Cheios de prazer e ternura,
Descansando,
Sobre as horas
Que os teus lábios pousaram
No meu corpo,
E o teu corpo reclamava um olhar,
Pensando no tempo,
Que nossos corpos
Reclamar-se-ão de novo,
Sem darmos conta
Que esse tempo não existe,
Porque o meu corpo
Reclama-te de novo.
Digo o teu nome.
E digo paz.
E sai-me amor,
E amo
Ainda sabendo
Que haverá um amanhecer melhor.
E tu o sabes...
Envolvido entre os teus lençóis
Ignominia dos nomes
Nação do mundo
Amor sem nome.
Caminhamos pouco tempo
O tempo justo,
Para compreender
Que fica muito por dar.
E todo para receber...
Caminhamos...
Beijos
J.
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