Entre folhas ... Por querer-te tanto…
Por querer-te tanto
e por tanto tempo,
não tenho mais remédio
que te querer
e desejar –te sempre,
para amar-te sem
descanso.
Quando chega
o tempo da juventude
tardia
dos almendros em flor,
da chuva macia
acordam as lembranças
do vivido
contigo,
o teu nome chama-me
e vou para ti
incansável,
olho as marcas das tuas mãos
mas minhas palmas
marcaste o tempo preciso
com os teus actos
para me amar,
e amo-te com a intensidade
de quem tem sido fiel
toda a sua vida.
Por querer-te tanto
e por tanto tempo,
não me fica mais remédio
que te dizer
que lamento quando
não estamos juntos,
que chora o meu coração
e se esgota a minha alma,
de pensar em ti.
Por querer-te como te quis
hoje chora
o meu coração entristecido
sinto o verbo que nos separa,
o timbre da minha voz
fica mudo,
nu,
e sem poesias
para te oferecer.
Amor.
Beijos
J.
Entre folhas ... O teu corpo de seda…
Como a seda na minha alma
que desliza suavemente,
coração entrelaçado,
não consigo decifrar o infinito
nos poros do teu corpo,
perco-me milimetricamente,
é como lamber o orvalho
de cada ramo de erva,
quente.
Para mim,
penetrar na tua boca
com o mastro duro do meu navio,
sinto falta de lamber o vazio,
para ti que entras na espuma
das ondas a bater na proa,
ligamos sentimentos,
sinapses de quem somos,
lobos famintos
desde que nos conhecemos.
Sou os teus sentidos
e sentir
aquele que rouba os teus suspiros,
abandono-me
nas tuas cerejas maduras
o que torna as minhas noites tuas,
que transforma o fogo
dos nossos lábios,
que penetra no mais oculto
derramando os teus desejos,
nas dobras
singelas do teu corpo.
Lágrimas de amor,
derramadas no primeiro dia
em que o teu sonho era o amor,
mas primitivo.
Humedecer o meu sexo,
os meus desejos insanos
só de pensar em ti mesmo,
desequilibras os meus sentimentos,
tonificar os músculos
com as minhas mãos,
ternura expressa em silêncio,
especulando com os
pensamentos,
eu imagino assim,
nus e expostos.
Os teus peitos manchados,
da espuma derramada
dizer que me amas,
enquanto eu te amo;
derramado sobre ti,
a inocência da minha culpa,
rodeia-nos o eco de um passado.
Beijos
J.
Entre folhas ... Delírios ...
Eu bebo a nostalgia
no cálice amargo da ausência,
eu tenho memórias quentes e serenas,
o teu corpo junto do meu,
os meus,
teus pensamentos,
os teus actos de menina,
agridoce
de te ter tido tão pouco tempo
dificilmente te lembrarias,
mas o sabor do teu sexo
ficou embebido no meu desejo,
e a candura dos teus lábios molhados.
Alguém disse que beijos pagos
não sabem a nada,
por isso,
eu bebo o meu desejo,
alojado nos meus lábios,
o cálice do meu corpo de madrugada,
na íntegra.
E a tua ilusão é a minha loucura.
Alguém disse que beijos pagos
não sabem a nada,
será que são pagos
com o amor das profundezas da alma?
Beijos
J.
Entre folhas ... Sonham os amantes, e eu… ...
Olho os dois amantes
que se olham,
toco as suas carnes
antes que eles se toquem,
sonho os sonhos
que eles sonharão,
sonho na noite dos amantes
que eles sonharam,
gozo dos gritos
dos amantes que se gozam
sou ternura e sou amor,
sou pranto na minha alma,
as minhas mãos não abarcam,
onde as tuas chegam
sucedem-se noites em solidão,
contradigo-me se te digo
que como eu ninguém amar-te-á,
porque amo-te como ninguém,
contradizem-se os meus olhos,
e tu não estás para acariciar os teus.
Diz-me se me amas,
olhando os amantes,
sonha comigo,
sussurra-me amor ao ouvido,
no mundo dos sonhos reais,
diz-me se me amas,
sem contradições,
faz amor até que não aguente a
noite,
ou
o dia amanheça leve
para te aliviar.
Beijos
J.
Entre folhas ... Feridas sem sangue ...
Sou das raízes da árvore
que perdura,
da terra lavrada,
queimada,
abandonada,
da água que regressa sempre à sua
origem,
sou do que se sente,
povo amado,
respostas irónicas de gente
que de mim lucra
e trato de dar com palavras
em mãos..
Sou acto e actor
da própria vida
sem contratos sou,
e sem contrastes,
fábula da noite que se meteu com a
dama,
abandonado à sua sorte sou,
sou e seguirei sendo
o que dita o verbo,
tratando de acertar no alvo.
Ainda sabendo
de que poucas vezes
se acerta,
e tantas outras
em que se metem
os dedos em chagas
que não sangram.
Beijos
J.
que perdura,
da terra lavrada,
queimada,
abandonada,
da água que regressa sempre à sua
origem,
sou do que se sente,
povo amado,
respostas irónicas de gente
que de mim lucra
e trato de dar com palavras
em mãos..
Sou acto e actor
da própria vida
sem contratos sou,
e sem contrastes,
fábula da noite que se meteu com a
dama,
abandonado à sua sorte sou,
sou e seguirei sendo
o que dita o verbo,
tratando de acertar no alvo.
Ainda sabendo
de que poucas vezes
se acerta,
e tantas outras
em que se metem
os dedos em chagas
que não sangram.
Beijos
J.
Entre folhas ... Templo ...
Templo dos meus silêncios,
Dos meus pecados,
templo das suas virtudes
e das minhas noites
escravizadas,
hora é de passar
pelos menos, por agora
caminhando,
quando o sonho se apodera,
a dor dorme,
silencioso,
só tu escutas o bater
do meu coração,
o sangue que flui,
aumenta as veias
o duelo da dor da vida,
templo aberto às minhas ânsias
devoradoras,
templo,
templo de dor e distâncias.
Dei o primeiro passo,
de andar pela vida
sem dar-me conta onde me metia
sem conhecer o destino
que a vida me depararia,
templo aberto das minhas noites
pensamentos
a espreitar o dia
seguinte.
Hoje, há um agora que se perde
na distância,
do amor tardio,
falo com o coração de quem trata
de escrever
os sentimentos
desde adentro.
Templo sagrado
dos meus pensamentos
ou do meu respeito aos
teus sentimentos.
Beijos
J.
Dos meus pecados,
templo das suas virtudes
e das minhas noites
escravizadas,
hora é de passar
pelos menos, por agora
caminhando,
quando o sonho se apodera,
a dor dorme,
silencioso,
só tu escutas o bater
do meu coração,
o sangue que flui,
aumenta as veias
o duelo da dor da vida,
templo aberto às minhas ânsias
devoradoras,
templo,
templo de dor e distâncias.
Dei o primeiro passo,
de andar pela vida
sem dar-me conta onde me metia
sem conhecer o destino
que a vida me depararia,
templo aberto das minhas noites
pensamentos
a espreitar o dia
seguinte.
Hoje, há um agora que se perde
na distância,
do amor tardio,
falo com o coração de quem trata
de escrever
os sentimentos
desde adentro.
Templo sagrado
dos meus pensamentos
ou do meu respeito aos
teus sentimentos.
Beijos
J.
Entre folhas ... Beijos mal pagos …
Ausente ele,
peregrino das suas memórias
refugia-se
nas trevas da noite,
sombras
são de lembranças,
seus pesares
não derrubam o muro
do esquecimento.
Da dor,
é prisioneiro,
da paixão,
está insano,
da sua pele quisesse
umas asas para escapar,
escravo fica
quando se intui livre,
agora mais que nunca
compreende as grades inexistentes,
a palavra liberdade
calou-se entre os
seus ossos,
não há lugar onde abandonar
tanta dor,
tanta insanidade
a ignorância alheia e
por talvez,
é a loucura do teu inconformismo
errado,
a humidade das tuas calcinhas
cheiram a chanel
já gasto.
Ausente e peregrino,
mas até aqui chega o
cheiro
dos teus beijos mal pagos.
Devaneios e
Lembranças…
Beijos
J.
peregrino das suas memórias
refugia-se
nas trevas da noite,
sombras
são de lembranças,
seus pesares
não derrubam o muro
do esquecimento.
Da dor,
é prisioneiro,
da paixão,
está insano,
da sua pele quisesse
umas asas para escapar,
escravo fica
quando se intui livre,
agora mais que nunca
compreende as grades inexistentes,
a palavra liberdade
calou-se entre os
seus ossos,
não há lugar onde abandonar
tanta dor,
tanta insanidade
a ignorância alheia e
por talvez,
é a loucura do teu inconformismo
errado,
a humidade das tuas calcinhas
cheiram a chanel
já gasto.
Ausente e peregrino,
mas até aqui chega o
cheiro
dos teus beijos mal pagos.
Devaneios e
Lembranças…
Beijos
J.
Entre folhas ... Estou onde estiveres …
Restos de pó
de outras vidas,
flores,
relógios parados,
morte e vida
é um presente,
é o desperdício,
o momento ao pensamento
sempre à flor da pele,
mas que falta de jeito!...
Restos,
não fica nada
nem o valor das palavras,
nem a persuasão,
nem a convicção
dos murais
do entendimento.
Escapa-se-me
entre o vazio
"um não sei o quê",
que será,
do que agora
nada é,
o fio de uma navalha,
que faz sangue com o aço,
morre-se,
lentamente,
ao espreitar o lobo
que não uiva,
apenas murmura,
em preces.
Estou onde estou
mas muito ausente
das sobras,
sabeis da dor e do perdão,
do que dizem
não tem palavras,
refugia-se depois
a um coração quente,
e silencia o que sabe
em solidão.
Não seja que outros
e com mais razões
tratem de compreender
um estado inexistente,
que vai daqui a nada,
a Eufémia
confiado a uns olhos cegos,
que não veem pelo que
a sua vida passa,
estou onde estiveres,
com o sextante
marcando o limbo
dos teus olhos.
Beijos
J.
de outras vidas,
flores,
relógios parados,
morte e vida
é um presente,
é o desperdício,
o momento ao pensamento
sempre à flor da pele,
mas que falta de jeito!...
Restos,
não fica nada
nem o valor das palavras,
nem a persuasão,
nem a convicção
dos murais
do entendimento.
Escapa-se-me
entre o vazio
"um não sei o quê",
que será,
do que agora
nada é,
o fio de uma navalha,
que faz sangue com o aço,
morre-se,
lentamente,
ao espreitar o lobo
que não uiva,
apenas murmura,
em preces.
Estou onde estou
mas muito ausente
das sobras,
sabeis da dor e do perdão,
do que dizem
não tem palavras,
refugia-se depois
a um coração quente,
e silencia o que sabe
em solidão.
Não seja que outros
e com mais razões
tratem de compreender
um estado inexistente,
que vai daqui a nada,
a Eufémia
confiado a uns olhos cegos,
que não veem pelo que
a sua vida passa,
estou onde estiveres,
com o sextante
marcando o limbo
dos teus olhos.
Beijos
J.
Entre folhas ... Sonho despertado…
Existem noites
que despertam os
meus sentidos,
num alarde de sentimentalismo carnal,
os olhos abrem-se impacientes,
verto lágrimas entre as rugas,
apaga-se,
em solidão
a espuma que derramo
dou-lhe um nome,
sem o manchar...
A vida cobiça-se
do outro lado da
solidão,
enquanto os sons das palavras
escondem-se em
estalidos de dor,
o prazer escapa-se
a golpes lentos,
não sonho mais
como te ter,
e para te ver,
não sei mais
porque te sonho.
Beijos
J.
que despertam os
meus sentidos,
num alarde de sentimentalismo carnal,
os olhos abrem-se impacientes,
verto lágrimas entre as rugas,
apaga-se,
em solidão
a espuma que derramo
dou-lhe um nome,
sem o manchar...
A vida cobiça-se
do outro lado da
solidão,
enquanto os sons das palavras
escondem-se em
estalidos de dor,
o prazer escapa-se
a golpes lentos,
não sonho mais
como te ter,
e para te ver,
não sei mais
porque te sonho.
Beijos
J.
Entre folhas ... Suave lua da minha noite …
A suave lua que
na minha noite chega
vestida de senhora e santa parceira
dá calor ao meu alento,
sangue quente
às minhas veias,
altera o rumo dos meus
pensamentos,
percorre palmo a palmo
o meu torso erguido,
faz com que me dobre,
ajoelhe ante ela,
lhe beije os cálidos lábios
do sul do seu quadril,
lhos abra,
separe o velo,
olhe a sua carne rosada,
e com atrevimento penetre,
onde o sal
se esconde no seu corpo,
esse mesmo sal,
torna-se em doçura,
bosque aberto
onde deposito as minhas
sementes,
não sem antes
empurrar as costas,
tantas vezes quantas
as que forem necessárias,
até escutar um gemido
que sem dizer
nada,
outorgue o meu ser,
de se saber amada e
satisfeita.
A suave lua
que na minha noite chega,
vem carregada de amor,
de paixão e sem
vergonhas,
os nossos corpos
conhecem o brilho da
a noite quando latente
a manhã se apresente,
fica nos lençóis o nosso suor
gravado
desta vida,
até que o ocaso
das nossas lembranças
murchem,
ou apareçam luas
novas,
sempre com cheiro a ela,
meus lábios não conhecem
outro sabor
que não seja o do sul
do seu quadril.
Beijos
J.
na minha noite chega
vestida de senhora e santa parceira
dá calor ao meu alento,
sangue quente
às minhas veias,
altera o rumo dos meus
pensamentos,
percorre palmo a palmo
o meu torso erguido,
faz com que me dobre,
ajoelhe ante ela,
lhe beije os cálidos lábios
do sul do seu quadril,
lhos abra,
separe o velo,
olhe a sua carne rosada,
e com atrevimento penetre,
onde o sal
se esconde no seu corpo,
esse mesmo sal,
torna-se em doçura,
bosque aberto
onde deposito as minhas
sementes,
não sem antes
empurrar as costas,
tantas vezes quantas
as que forem necessárias,
até escutar um gemido
que sem dizer
nada,
outorgue o meu ser,
de se saber amada e
satisfeita.
A suave lua
que na minha noite chega,
vem carregada de amor,
de paixão e sem
vergonhas,
os nossos corpos
conhecem o brilho da
a noite quando latente
a manhã se apresente,
fica nos lençóis o nosso suor
gravado
desta vida,
até que o ocaso
das nossas lembranças
murchem,
ou apareçam luas
novas,
sempre com cheiro a ela,
meus lábios não conhecem
outro sabor
que não seja o do sul
do seu quadril.
Beijos
J.
Entre folhas ... Do teu sabor peregrino …
Peregrino
dos meus propósitos,
no equador
das minhas incógnitas
da dor indomável,
sentida,
preciso de a acalmar,
e tudo ofereço,
palavras
espreitando o coração,
reitero por ti,
o meu amor sem papéis
o cheiro do teu corpo,
os teus gestos,
as mãos acariciando
os meus cabelos,
e o tempo,
o tempo que fique
para nos alimentar
continuamente,
de um profundo amor,
os nossos falhanços
e medos,
no mais grato
dos silêncios,
nos acompanham
com as nossas lembranças.
Reitero por ti,
um peregrino eterno,
à sabedoria
dos teus pensamentos,
escritas e sentimentos.
Beijos
J.
dos meus propósitos,
no equador
das minhas incógnitas
da dor indomável,
sentida,
preciso de a acalmar,
e tudo ofereço,
palavras
espreitando o coração,
reitero por ti,
o meu amor sem papéis
o cheiro do teu corpo,
os teus gestos,
as mãos acariciando
os meus cabelos,
e o tempo,
o tempo que fique
para nos alimentar
continuamente,
de um profundo amor,
os nossos falhanços
e medos,
no mais grato
dos silêncios,
nos acompanham
com as nossas lembranças.
Reitero por ti,
um peregrino eterno,
à sabedoria
dos teus pensamentos,
escritas e sentimentos.
Beijos
J.
Entre folhas ... Da tua maquilhagem …
Príncipe da luz,
diabo das trevas
sou resplendor da dor,
devorador das tuas letras,
sejam em folhas secas ou
flocos húmidos.
Dono das minhas (quase)
quarenta e oito
primaveras,
não elimino nada do que ficou,
recolho os restos da maquilhagem,
e com eles pinto
no teu umbigo,
a palavra que nunca pronunciamos
o gesto inacabado e
precoce, e
a sábia da tua língua,
recolhe
o resto do sémen do meu corpo
que pelo teu corpo escorrega,
príncipe da luz,
contigo,
diabo das trevas,
sem ti,
príncipe e mendigo
das minhas (quase)
quarenta e oito primaveras.
Sabes que o resto são tuas,
tão tuas como o sémen
na tua boca,
e as pinturas inacabadas
no teu umbigo.
Hoje precisamente
com o resto
da pintura dos teus olhos,
gravo o teu nome,
no céu,
com o rímel
que recolhi das tuas lágrimas.
Beijos
J.
diabo das trevas
sou resplendor da dor,
devorador das tuas letras,
sejam em folhas secas ou
flocos húmidos.
Dono das minhas (quase)
quarenta e oito
primaveras,
não elimino nada do que ficou,
recolho os restos da maquilhagem,
e com eles pinto
no teu umbigo,
a palavra que nunca pronunciamos
o gesto inacabado e
precoce, e
a sábia da tua língua,
recolhe
o resto do sémen do meu corpo
que pelo teu corpo escorrega,
príncipe da luz,
contigo,
diabo das trevas,
sem ti,
príncipe e mendigo
das minhas (quase)
quarenta e oito primaveras.
Sabes que o resto são tuas,
tão tuas como o sémen
na tua boca,
e as pinturas inacabadas
no teu umbigo.
Hoje precisamente
com o resto
da pintura dos teus olhos,
gravo o teu nome,
no céu,
com o rímel
que recolhi das tuas lágrimas.
Beijos
J.
Entre folhas ... Girando …
Gira,
gira o rumo das minhas noites,
gira,
gira para os meus dias,
gira,
vão-se somando dias.
Gira e muda a minha harmonia,
deixo para trás
parte dos meus dias,
gira,
deixo para trás
parte das minhas noite,
gira,
compartilhadas e sensíveis.
Deixei a porta aberta,
girou o rumo da sua vida
gira o rumo da minha vida
da sua consciência
e do seu amor,
gira,
para outras vidas.
Gira,
gira e vai mudando a vida,
ao compasso dos nossos dias,
gira lembrança,
gira,
estou de regresso à minha escrita.
Beijos
J.
gira o rumo das minhas noites,
gira,
gira para os meus dias,
gira,
vão-se somando dias.
Gira e muda a minha harmonia,
deixo para trás
parte dos meus dias,
gira,
deixo para trás
parte das minhas noite,
gira,
compartilhadas e sensíveis.
Deixei a porta aberta,
girou o rumo da sua vida
gira o rumo da minha vida
da sua consciência
e do seu amor,
gira,
para outras vidas.
Gira,
gira e vai mudando a vida,
ao compasso dos nossos dias,
gira lembrança,
gira,
estou de regresso à minha escrita.
Beijos
J.
Entre folhas ... Boas Festas ...
Que este Natal
seja mais um momento
em que nos todos
acreditemos que valerá
a pena viver mais um Ano Novo.
E a melhor
mensagem de Natal
é aquela que sai dos nossos
corações silenciosos
e aquece
com ternura todos os outros
corações,
os daqueles que nos acompanham
na caminhada da vida,
seja a sua presença
física ou virtual.
Desejos-vos
tudo em dobro
daquilo que me desejais.
Boas Festas.
Beijos
J.
seja mais um momento
em que nos todos
acreditemos que valerá
a pena viver mais um Ano Novo.
E a melhor
mensagem de Natal
é aquela que sai dos nossos
corações silenciosos
e aquece
com ternura todos os outros
corações,
os daqueles que nos acompanham
na caminhada da vida,
seja a sua presença
física ou virtual.
Desejos-vos
tudo em dobro
daquilo que me desejais.
Boas Festas.
Beijos
J.
Entre folhas ... Meu amor …
Meu amor,
ânsias e paixão entre
papoilas vermelhas,
digo-te para vires,
vamos esconder-nos
entre elas
nus e sedentos deste nosso
amor,
cobre-me com todas elas,
por cima
e por baixo das nossas
peles.
Cobertos
Pela papoilas vermelhas,
Falamos
segredos guardados...
no coração,
paixão pelo nosso amor,
Suspiros em silêncio,
amantes do sexo,
amar-nos acima de tudo,
ternura nos nossos corações.
A nossa
vontade cobre com sabores,
com o cheiro das nossas peles,
com os nossos beijos,
cobre com o alento da tua voz,
fujamos ao silêncio do amor,
nada pode perturbar este carinho,
deixemos vagar o tempo,
da nossa ternura silenciosa,
que o mar nos arraste,
a orlas
do desconhecido,
do que fica por conhecer,
juntos.
Beijos
J.
ânsias e paixão entre
papoilas vermelhas,
digo-te para vires,
vamos esconder-nos
entre elas
nus e sedentos deste nosso
amor,
cobre-me com todas elas,
por cima
e por baixo das nossas
peles.
Cobertos
Pela papoilas vermelhas,
Falamos
segredos guardados...
no coração,
paixão pelo nosso amor,
Suspiros em silêncio,
amantes do sexo,
amar-nos acima de tudo,
ternura nos nossos corações.
A nossa
vontade cobre com sabores,
com o cheiro das nossas peles,
com os nossos beijos,
cobre com o alento da tua voz,
fujamos ao silêncio do amor,
nada pode perturbar este carinho,
deixemos vagar o tempo,
da nossa ternura silenciosa,
que o mar nos arraste,
a orlas
do desconhecido,
do que fica por conhecer,
juntos.
Beijos
J.
Entre folhas ... Peitos abertos, tão cúmplices …
Tão cúmplices estas nossas bocas,
tão dos nossos felizes momentos,
desfazem-se os lábios ao pensar em ti,
querer-te como a menina que conservas
amar com a maturidade de um adulto,
amar a tua pele,
descobrir-te a primeira vez,
tanto amor não enche,
o poema,
tanto amor tem de ser saciado em degraus,
a cada degrau um percurso pela tua pele,
degrau a degrau,
sublimes chegamos
a perder a noção do tempo,
a nos perder em amores,
no calor que os nossos corpos
desprendem.
E desprendendo estrelas fugazes
encontramo-nos,
enquanto a lua brilha e o mar que nos separa,
o sol
parece acariciar-nos,
enquanto a vida passa,
amando-te,
avança a vida a passo curto,
descubramos o desconhecido juntos
digamos que o amor nunca nos conheceu,
como meninos,
a primeira vez,
não me envergonho de falar dos meus
pensamentos
nem me envergonho de saciar
as minhas vontades,
contra o profundo da gruta do teu
corpo.
Falando de ti,
Imagino-te semeando
ternura,
sobre os prados do meu corpo,
galopando,
e o meu alento no teu alento
está entregue,
diz que tenho um verbo ativo,
que fazemos somas e temos
resultados,
gritos abafados,
noites de paixão,
enlouquecidos,
e como disse anteriormente,
em algum poema perdido,
esquenta-me ,
o roçar das tuas nádegas,
chamo o destino
para que aqueles momentos voltem
de novo,
onde quero penetrar com os dedos no
profundo,
e de surpresa,
em seco, mas com cuidado,
adormecida,
mas acordada,
penetro a tua boca,
com as minhas palavras doces
e beijos molhados
deixo-te naquele momento
de loucura e prazer insano,
em nuvens de algodão,
onde me perco,
e sinto os teus lábios
entre os meus,
venço a minha calma e somo
os meus momentos aos teus,
outro para a lembrança,
onde em noites solitárias,
levas as tuas mãos,
de novo até ao teu sexo,
não nos enganemos,
não é o mesmo...
a pele compreende-se
entre silêncios.
Beijos
J.
tão dos nossos felizes momentos,
desfazem-se os lábios ao pensar em ti,
querer-te como a menina que conservas
amar com a maturidade de um adulto,
amar a tua pele,
descobrir-te a primeira vez,
tanto amor não enche,
o poema,
tanto amor tem de ser saciado em degraus,
a cada degrau um percurso pela tua pele,
degrau a degrau,
sublimes chegamos
a perder a noção do tempo,
a nos perder em amores,
no calor que os nossos corpos
desprendem.
E desprendendo estrelas fugazes
encontramo-nos,
enquanto a lua brilha e o mar que nos separa,
o sol
parece acariciar-nos,
enquanto a vida passa,
amando-te,
avança a vida a passo curto,
descubramos o desconhecido juntos
digamos que o amor nunca nos conheceu,
como meninos,
a primeira vez,
não me envergonho de falar dos meus
pensamentos
nem me envergonho de saciar
as minhas vontades,
contra o profundo da gruta do teu
corpo.
Falando de ti,
Imagino-te semeando
ternura,
sobre os prados do meu corpo,
galopando,
e o meu alento no teu alento
está entregue,
diz que tenho um verbo ativo,
que fazemos somas e temos
resultados,
gritos abafados,
noites de paixão,
enlouquecidos,
e como disse anteriormente,
em algum poema perdido,
esquenta-me ,
o roçar das tuas nádegas,
chamo o destino
para que aqueles momentos voltem
de novo,
onde quero penetrar com os dedos no
profundo,
e de surpresa,
em seco, mas com cuidado,
adormecida,
mas acordada,
penetro a tua boca,
com as minhas palavras doces
e beijos molhados
deixo-te naquele momento
de loucura e prazer insano,
em nuvens de algodão,
onde me perco,
e sinto os teus lábios
entre os meus,
venço a minha calma e somo
os meus momentos aos teus,
outro para a lembrança,
onde em noites solitárias,
levas as tuas mãos,
de novo até ao teu sexo,
não nos enganemos,
não é o mesmo...
a pele compreende-se
entre silêncios.
Beijos
J.
Entre folhas ... Voo curto ...
Forjou-se um amor só de olhar
lutava a contravento,
sem espada,
Inquieto o tom da sua palavra,
apanhava uma rosa,
extraía a sua fragância
caminhava lento,
desgastava pedras,
no seu andar ligeiro saíram-lhe asas,
o seu olhar tímido e sublime.
Ao chegar a noite encontrou-a chorando,
não eram suas as lágrimas caídas,
sempre o destino colocava-lhe entraves
roía os seus desejos e vontades,
maldito desejo
que não se afastava,
outra noite longa,
de sonhos e esperas,
esperanças do olhar cego e infinito,
o nevoeiro cerrado,
o frio no seu rosto.
Chegou a manhã,
como sempre chega
à hora esperada,
com os dedos,
esfregava o rosto,
secaram as lágrimas
de lembranças
passadas
secou-se a alma,
chorou pela garganta.
Num velo curto,
de fúrias e raivas,
levantou de novo os seus pés e as suas asas,
continuou voando,
ao chegar a alva
estava a espera,
viu o seu rosto cansado,
mas ela espiritualmente,
não estava.
Ela eram as suas asas,
as que lhe impulsionavam.
Não há amor que não implique
uma derrota ou uma vitória
própria da alma,
e seguiu voando;
como sempre e sem fronteiras.
Partem-se-me as vértebras,
mesmo assim quero-a
com a sua ausência,
enquanto a cruz das minhas costas;
se desfaz.
Beijos
J.
lutava a contravento,
sem espada,
Inquieto o tom da sua palavra,
apanhava uma rosa,
extraía a sua fragância
caminhava lento,
desgastava pedras,
no seu andar ligeiro saíram-lhe asas,
o seu olhar tímido e sublime.
Ao chegar a noite encontrou-a chorando,
não eram suas as lágrimas caídas,
sempre o destino colocava-lhe entraves
roía os seus desejos e vontades,
maldito desejo
que não se afastava,
outra noite longa,
de sonhos e esperas,
esperanças do olhar cego e infinito,
o nevoeiro cerrado,
o frio no seu rosto.
Chegou a manhã,
como sempre chega
à hora esperada,
com os dedos,
esfregava o rosto,
secaram as lágrimas
de lembranças
passadas
secou-se a alma,
chorou pela garganta.
Num velo curto,
de fúrias e raivas,
levantou de novo os seus pés e as suas asas,
continuou voando,
ao chegar a alva
estava a espera,
viu o seu rosto cansado,
mas ela espiritualmente,
não estava.
Ela eram as suas asas,
as que lhe impulsionavam.
Não há amor que não implique
uma derrota ou uma vitória
própria da alma,
e seguiu voando;
como sempre e sem fronteiras.
Partem-se-me as vértebras,
mesmo assim quero-a
com a sua ausência,
enquanto a cruz das minhas costas;
se desfaz.
Beijos
J.
Entre folhas ... A lua do teu umbigo …
Fúria desatada
do meu desejo,
a sua fúria desatada
a noite devém,
pupila entreaberta,
existo porque sei que sou lembrado,
porque tenho nas mãos,
signos da minha vida,
o meu desejo na mão
desatado,
explode no teu corpo
o roçar das tuas unhas,
não finjo querer-me,
reflexo do meu alívio,
não finjo querer-te,
para além da dúvida mesma,
de um segredo.
Do meu desejo a sua fúria desatada,
penetro a cavidade
de cada poro da tua
pele
e na cavidade imensa
onde gozo,
alimenta o amor
que nós professamos,
roçando-nos.
Tenho por lua o teu umbigo,
por amor,
o teu amor e o meu silêncio,
por noites
sonhos juntos,
por versos
luas e estrelas,
tenho um pacto com o diabo
fogo na minha boca enlouquecida,
tenho pensado,
sonho-te,
em penetrar-te
para além da razão,
e menos
da loucura,
metido sempre
nos seios de uma ausente solidão,
tenho por costume,
escrever versos.
Para poder entrar
tens de deixar
que te abra os lábios,
que te cobrem como algodão doce,
o diabo do amor nunca sua.
Beijos
J.
do meu desejo,
a sua fúria desatada
a noite devém,
pupila entreaberta,
existo porque sei que sou lembrado,
porque tenho nas mãos,
signos da minha vida,
o meu desejo na mão
desatado,
explode no teu corpo
o roçar das tuas unhas,
não finjo querer-me,
reflexo do meu alívio,
não finjo querer-te,
para além da dúvida mesma,
de um segredo.
Do meu desejo a sua fúria desatada,
penetro a cavidade
de cada poro da tua
pele
e na cavidade imensa
onde gozo,
alimenta o amor
que nós professamos,
roçando-nos.
Tenho por lua o teu umbigo,
por amor,
o teu amor e o meu silêncio,
por noites
sonhos juntos,
por versos
luas e estrelas,
tenho um pacto com o diabo
fogo na minha boca enlouquecida,
tenho pensado,
sonho-te,
em penetrar-te
para além da razão,
e menos
da loucura,
metido sempre
nos seios de uma ausente solidão,
tenho por costume,
escrever versos.
Para poder entrar
tens de deixar
que te abra os lábios,
que te cobrem como algodão doce,
o diabo do amor nunca sua.
Beijos
J.
Entre folhas ... Noites frágeis ...
Procura uma noite frágil,
para sentir-se madura
apoia os seus pés
sobre as minhas costas,
procura madrugadas completas,
que as suas mãos façam estremecer
a minha pele,
procura uns olhos,
onde depositar todo o amor
que me tem,
procura os meus olhos,
sabe que aí está o seu afecto.
Procura um abraço,
enredada no meu silêncio,
procura o que o tempo
lhe nega e rouba,
as suas próprias lágrimas
se procuram e se encontram
escorregando pela sua pele,
precisa de chorar.
Agarra-se à sua almofada,
fecha os olhos,
e encontra-me procurando-a,
procura uma noite de calidez e magia,
para acariciar-me os cabelos grisalhos
de tantas luas iluminadas,
enquanto eu a procuro,
desesperadamente,
a ela.
Tenho dissecado a sua fisionomia
enquanto ela tem encontrado a porta
da minha filosofia,
sempre tenho preferido o seu amor,
que a nenhum outro,
e por fim ela sabe,
que a minha escrita não rima,
mas o meu amor e a sua orla rimam-se.
Em suas mãos deixei o epitáfio
do meu corpo,
para quando precise.
Beijos
J.
para sentir-se madura
apoia os seus pés
sobre as minhas costas,
procura madrugadas completas,
que as suas mãos façam estremecer
a minha pele,
procura uns olhos,
onde depositar todo o amor
que me tem,
procura os meus olhos,
sabe que aí está o seu afecto.
Procura um abraço,
enredada no meu silêncio,
procura o que o tempo
lhe nega e rouba,
as suas próprias lágrimas
se procuram e se encontram
escorregando pela sua pele,
precisa de chorar.
Agarra-se à sua almofada,
fecha os olhos,
e encontra-me procurando-a,
procura uma noite de calidez e magia,
para acariciar-me os cabelos grisalhos
de tantas luas iluminadas,
enquanto eu a procuro,
desesperadamente,
a ela.
Tenho dissecado a sua fisionomia
enquanto ela tem encontrado a porta
da minha filosofia,
sempre tenho preferido o seu amor,
que a nenhum outro,
e por fim ela sabe,
que a minha escrita não rima,
mas o meu amor e a sua orla rimam-se.
Em suas mãos deixei o epitáfio
do meu corpo,
para quando precise.
Beijos
J.
Entre folhas ... Em DO menor o amor…
Errante as minhas palavras,
por baixo de mim, a tristeza
em mim mesmo,
encerrado,
ausente,
dor que queima, mata e morre,
renasce ao dia seguinte impertinente,
não se dá conta a morte que não temo,
ao devir negro dos meus dias,
a vida em si é constante morta permanente,
lenta e dolorosa para o que teme,
prematura para quem tudo o sente,
errante passo entre a vida e a morte
sem saber se amanhã estarei irradiante,
ou folha seca que o vento arrasta.
Tem passado o tempo de anestesias
de dizer o que sinto sem ouvir-me,
tenho passado por estações escuras
com passageiros que vão no mesmo destino,
e hoje já vês amada minha,
não sei se concordas o que penso com o que digo,
guarda esta nota;
pode ser que sirva de epitáfio.
Incinera-se o esquecimento pergunto-me,
e alguém lança os restos,
quem vive.
Onde fica o tempo do amor que nunca tem sido?
Onde fica o vivido?
Que queres que te diga hoje ao ouvido?
Demasiadas perguntas,
sem saber se estou dormindo,
sonhando,
nem se te lembras de todo o sentido.
Se da vida e da morte hoje caminho...
Epitáfio:
Fazer amor contigo
é compor música
sussurrada em DO menor,
aproxima o teu ouvido.
Para ti, que não te foste.
Beijos
J.
por baixo de mim, a tristeza
em mim mesmo,
encerrado,
ausente,
dor que queima, mata e morre,
renasce ao dia seguinte impertinente,
não se dá conta a morte que não temo,
ao devir negro dos meus dias,
a vida em si é constante morta permanente,
lenta e dolorosa para o que teme,
prematura para quem tudo o sente,
errante passo entre a vida e a morte
sem saber se amanhã estarei irradiante,
ou folha seca que o vento arrasta.
Tem passado o tempo de anestesias
de dizer o que sinto sem ouvir-me,
tenho passado por estações escuras
com passageiros que vão no mesmo destino,
e hoje já vês amada minha,
não sei se concordas o que penso com o que digo,
guarda esta nota;
pode ser que sirva de epitáfio.
Incinera-se o esquecimento pergunto-me,
e alguém lança os restos,
quem vive.
Onde fica o tempo do amor que nunca tem sido?
Onde fica o vivido?
Que queres que te diga hoje ao ouvido?
Demasiadas perguntas,
sem saber se estou dormindo,
sonhando,
nem se te lembras de todo o sentido.
Se da vida e da morte hoje caminho...
Epitáfio:
Fazer amor contigo
é compor música
sussurrada em DO menor,
aproxima o teu ouvido.
Para ti, que não te foste.
Beijos
J.
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