Entre Folhas ... What sound all these shades? ...



For a footpath of my vague sleep,
I stroll around, for the footpath of your thighs,
the forest of your harmony wraps up me
the center of your emotional centers.


The fingers get longer me to your meeting
the lips are opened to you for my step,
the looks they converge to the point of the desire,
us the body sweats without rubbing us.


We stroll around for a footpath
to the south of our backs.


we bite infinite words
that you bite me I do not know how to say it to you
when I look at your half-open lips,
that you bite me in the parts that look for you
that you are rocks where my waves explode,
limpet where to notice, stone that dedicates you.


The perfume of your breast gets soaked me
in the abyss of the prism of the desire,
and I throw water, or throw fire,
it thickens my spittle pronounces
the point where the pride gets lost
it is wept like the first time,
it never loves itself like the last one
it seemed rare or different, this being
that thinks you imagining cloud,
exploding the beats in your mouth.


And it is so normal.

To turn into fantasy …

What sound all these shades?
Kisses,
J
.

Entre Folhas ... Diz-me que estás ...

Coleciono luas,
noites de insónia,
orgasmos dormidos
côncavos e convexos
em perfeita sintonia.

Coleciono os limites dos teus contornos,
ainda que não o pareça,
pelas minhas veias corre tinta fermentada,
lírios semeados
a orlas de mananciais,
tinta fermentada
de horizontes perdidos
que nunca voltarão,
porque nunca há
um horizonte repetido,
muda a cor,
o matiz e seus brilhos
como mudam os ventos
repentinos e assírios,
diz-me que estás,
e não voltarei aos contornos
dos corpos perdidos.

Ufa…

Diz-me que estás, e
destruirei as coleções
de lembranças baldias
e irei;
a um lugar sem volta

na vida dos teus olhos.

Beijos
J.

Entre folhas ... Goticulas ...



Pesa-me o amor que nunca tive,
liberta-me o que agora tenho,
dá-me forças, 
impulsiona-me ao voo
de uma vida,
que passa e não pesa,
amando-te.

Beijos
J.

Entre folhas ... interprétético ...

A golpe de marreta 
não me sabem a nada os vocábulos 
esculpidos pela sua boca maldita 
a orla pesada do seu mar, 
nunca tem sido a desembocadura 
retorcida das suas águas sujas, 
nas minhas praias silenciosas. 

Partiu a meio o jogo das palavras 
decomposto o vocabulário 
utilizando duas mil artimanhas
dois mil, os mesmos beijos 
que me propôs, antes de me conhecer, 
e despir-me com as suas palavras. 

Tem violado as minhas verdades, 
com as suas melhores mentiras 
a golpe de marreta,
à contraluz,
à contracorrente, sustentasse. 

E bem sabe... 
que o maior dos templos 
afunda-se, dando no ponto exato 
da equação matemática 
dos seus alicerces. 

Sempre tenho ido ao descoberto, 
ainda quando não conhecia o seu nome 
nem o egoísmo que te embargava

interprétético.

Beijos
J.

Entre folhas ... Insónias ...


Sinto algo como um eco na minha garganta,
Os teus silêncios de infinita alegria aguardam,
nada pode ser como tu,
no tempo, sinto o eco na planície,
ou o eco na montanha.

Nunca tinha conseguido interiorizar-me
num mundo tão rico e tão profundo,
nem posso descrever o que me habita,
se não é desde o eco de tua voz,
é a calidez das tuas palavras na noite,
de tanto simular as possibilidades
o impossível sai derrotado,
burlando o absurdo sonho contigo,
encontro uma realidade próxima
daquela que me habita e que me nomeia,
acende no meu céu labaredas,
e tem-me quando quer.

Na insónia surpreendida que voa
para além das distâncias,
numa trama nítida de lágrimas,
não quero curar-me deste amor por ti,
ainda que te doa a minha dor e não o sintas
guardo os teus instantes,
por dias e meses,
satura-me a ideia analgésica,
de percorrer nestas noites que a dor abunda,
sendo as tuas palavras um bálsamo de amor,
que tudo cura.

Uma insónia que sabe a ti,
à fonte inesgotável do teu amor,
que me dá vida e alimenta.

Ainda que o possa negar….

Beijos
J.